sexta-feira, 20 de fevereiro de 2009

"Ditadura da televisão"





"Na infância você chora
Te colocam em frente da tv
Trocando suas raízes
Por um modo artificial
De se viver

Ninguém questiona mais nada
Os homens do poder
Agora contam sua piada
Onde só eles acham graça
Abandonando o povo na desgraça
Vidrados na tv
Perdendo tempo em vão, em vão.

Ditadura da televisão
Ditando as regras, contaminando a nação
Ditadura da televisão
Ditando as regras, contaminando a nação

O interesse dos grandes
É imposto, de forma sutil
Fazendo o pensamento do povo
Se resumir a algo imbecil
Fofocas, ofensas, pornografias
E pornografias, ofensas, fofocas
Futilidades ao longo da programação

Numa manhã de sol ao ver a luz
Você percebe que seu papel é resistir, não é
Mas o sistema é quem constrói as arapucas
Que você está prestes a cair

Da infância a velhice
Modo artificial de se viver
Alienação
Ainda vivemos aquela velha escravidão"
(Ponto de Equilibrio)

-O novo instinto da Sociedade-

quinta-feira, 19 de fevereiro de 2009

Pequena reflexão sobre a sociedade do consumo



Na sociedade em que vivemos deixamos de ser seres humanos e nos tornamos consumidores, essa sociedade construiu uma estrutura de o ser afirma sua existencia atraves do consumo mas antagonicamente ela mesmo priva o individuo desta afirmação, pois não fornece ao mesmo as condições para que isto aconteça, ele é impelido a consumir, mas não possui condições necessarias(basta observarmos o salario minino, ele deveria suprir as necessidades basicas de um cidadão, mas ele mal paga sua alimentação). Assim as desigualdades acabam se fortalecendo. Em uma tentativa desesperada para diminuir esta desigualdade o indivuo acaba contribuindo para que elas permaneçam, por exemplo, em uma empresa, onde o trabalhador se torna um alienado(ja que ele não é dono de seua produção, mas apenas de sua força de trabalho, e o capitalista abocanha a maior parte do lucro sem ter participado da transformação) o maior sonho deste trabalhador acaba sendo o de se tornar dono da empresa, e para isso e tem que sempre conseguir mais(não importa como, pode ate ser usando um buraco negro para roubar o patrão!!!! rsrsrs), o possuir bens gera uma sensação de igualdade entre esse proletario e o burgues. Assim cria-se um circulo onde esta sociedade se reproduz constantemente, tornando o individuo cada vez mais preso nesta reprodução...

quarta-feira, 18 de fevereiro de 2009

Lógica capitalista



Pobres proletários!! São os principais responsáveis pelo lucro de seus exploradores e o que ganham com isso?!? Mais ordem, mais trabalho, mais alienação e menos tempo para si e para sua família. São sugados ao máximo, cada vez tendo que produzir mais e mais, e trabalhar numa velocidade acelerada, para o serviço "render", para gerar cada vez mais lucro e consequentemente mais capital para seu patrão, e continuar levando uma vida mesquinha, que no fim do mês não lhe sobra um trocado nem para o cinema e menos ainda para um livro. Passam o dia trabalhando como se fossem máquinas, sendo mandado e muitas vezes humilhado,trabalhando preso há um relógio, e a um patrão egoísta e medíocre, em um trabalho, caracterizado como alienado e não se tem um reconhecimento da força de trabalho do operário. E quando o expediente acaba, a única vontade que predomina é de se alienar, assistindo programas de televisão onde a realidade parece ser bem distinta da sua ... atores belos, perfeitos com muita grana e sempre felizes, quem não almeja uma vida assim?!? E é esse o papel da televisão concomitante com a classe dominante: nos alienar cada vez mais para que continuemos a viver como cachorrinhos (aqueles que ficam atrás dos carros e só balançam a cabeça concordando com tudo), pois qual seria a vantagem e o lucro desses porcos capitalistas se os trabalhadores recebessem o salário justo de sua produção e mão de obra?!? Pois já que para eles a acumulação de capitais e a exploração de pessoas são os seus maiores prazeres.
Segue uma música que vale ser analisada.
"Enxugando o gelo, sua realidade segura por um fiapo de cabelo
Apego pelo tempo, melhor não tê-lo; segurá-lo, não quero, nem há como contê-lo
No último capítulo, vimos nosso herói encontrar-se em maus lençóis
No momento crucial em que teve sua piada mensal fatiada, ao realizar a manobra arriscada de manter ao mesmo tempo: comida no prato, iluminação, água pro banho, bom nível de informação e temperamento intacto.
A seu favor, ele conta com sua quase total imunidade espiritual, corpo e humor à-prova-de-contas, além de uma dose generosa de honestidade fazendo o diferencial
Contra ele, credores-comedores-de-cabeça, agiotas ultra magnéticos (além de outras aves de rapina menos cotadas) de butuca, em cada esquina.
Corte pra outra cena, sem anestesia. A liberdade estendida na sua frente tendo um ataque de epilepsia.
Ordem para o povo, progresso pra burguesia.
Tele-apatia, nossa ação já se encontra no campo do movimento condicionado.
Sorria, você está com o filme queimado.
Uma vez mais sua volta será necessária, pra ver se deixa tudo pelo menos no empate (ou zerado) Sigo na batida, a frequência desse pensamento não pode ser captada com perfeição por um receptor enferrujado pelos padrões do dia-a-dia.
Enxugando o gelo, sua realidade segura por um fiapo de cabelo.
Apego pelo tempo, melhor não tê-lo; segurá-lo, não quero, nem há como contê-lo.
Mudanças no eixo terrestre...
Escassez de água
Peixes com 3 olhos caminham saudáveis pela Baía de Guanabara.
Naquela fase da vida em que a conjunção “tempo-é-dinheiro” é quase como um eclipse.
Cidadãos passeiam por jardins floridos, tendo como fundo o céu decorado por mísseis (em queda) Subsídio da vida para o cultivo de poetas.
Subsídio da mídia para o cultivo de amebas.
Inseminação natural de idéias.
Minha mente é como um quilombo moderno: lugares para todos os pensamentos refugiados pela insensatez reinante no planeta terra." ((letra: Bnegão, Base: Rodrigues))





terça-feira, 17 de fevereiro de 2009


"A SIMPLICIDADE DO CAPITALISMO"

"Inconformismo" sobre a sociedade do trabalho


Como primeira postagem gostaria de manifestar meu "inconformismo" perante a atual sociedade do trabalho. Quantas vezes temos que ouvir frases do tipo "O trabalho enobrece o homem", elas nos remete a um idealismo em que o trabalho é a unica forma de se ser reconhecido. Assim quando ela invade o imaginario de toda uma sociedade ela acaba cumprindo esse papel muito bem, mas esquecemos que esse pensamento foi construido ao longo da história por uma classe dominante, uma classe que oprime através desse mesmo trabalho.
Nos tormanos escravos do relógio, dividimos nosso dia em exatas 24 horas, em 7 dias por semana, temos hora para tudo, acorda-se todo dia e se vai para o trabalho, volta-se para casa, aliena-se em frente a GLOB(O)alização, descansa-se para voltar a trabalhar no outro dia, a qual custo??? Para os mais esperançosos o de conseguir crescer profissionalmente e se tornar um membro da classe dominante, para os mais realista amenizar a dor da realidade consumindo, comprando o que ele mesmo produziu, por um valor é claro varias vezes maior ao real, afinal se não fosse assim não seria controlado.
Quando o sujeito resolve não entrar nessa engrenagem ou se torna impossibilitado estar na mesma, acaba sendo desprezado pela sociedade, basta observar as politicas governamentais em relação ao desemprego, aos afastamentos e as aposentadorias, nada mais que politicas que servem de "tapa buracos", após algum tempo dexa-se de ser problema do governo e torna-se problema da sociedade, traduzindo governo lava sua mão e lhe dexa a Deus dará. Assim a sociedade já envolvida nesse idealismo do trabalho acaba agindo muitas vezes quase que da mesma maneira, excluindo esse sujeito.
É importante perceber se perceber as caracteristicas transformadoras do trabalho, e o poder que ele nos dá, mas é mais importante aprender a utilizar esse poder não apenas para transformar a matéria, mas também para transformar a sociedade e perceber que existe coisas mais importantes que "status" e consumo.
Vamos ser mais calmos e menos agitados!!!