sexta-feira, 10 de setembro de 2010

A revolução feminina e a mentalidade machista



O século XX é o século marcado pelas inovações tecnológicas, científicas, o aculturamento proporcionado pela difusão do cientificismo e principalmente a mudança dos regimes políticos para regimes republicanos ou em geral sistemas democráticos.

Juntamento com a mudança nos padrões de consumo, de concepção do jovem, de adolesecente, do papel de pai de família e por fim a mãe que em certo ponto teve de sair para trabalhar quando surgia uma nova classe , os estudantes, que não mais se empregavam jovens para ajudar no sustento de suas familias, mas sim iriam frequentar a universidade o que acarretou numa inversão dos papéis, tirou a dona de casa "da cozinha" e esta iria trabalhar fora de casa para compor o orçamento doméstico.

Com a mudança social criada pela recém-formada classe dos estudantes já vinha o movimento feminista fazendo-se ser ouvido há muito tempo. Pouco a pouco as mulheres conquistaram em tempos de depressão, de revolução, de guerra seu espaço num meio altamente viril. Dessa forma, todos os fatores associados , levaram a "libertação" feminina à seu ápice na metade do século XX, mais do que uma inovação científica, a pílula anticoncepcional significou a libertação de nossos corpos e juntamento com este a libertação de nossa almas, somente o gênero que fora por anos servido de moeda de troca ou até considerado patrimonio de seus pais e irmãos pode falar sobre a magnitude de optar que rumo tomará o resto de sua existência.
Não pode ser considerada apenas uma revolução sexual, adquirimos espaço em meios considerados extritamente masculinos, no trabalho, nas forças armadas, em setores do conhecimento, ou seja, no século XXI e a revolução feminina consolidada, uma mulher hoje é considerada apta à todas as tarefas que errôneamente eram consideradas de alçada masculina.
Porém podemos verificar na "história das mentalidades" que quando é mudado um regime, uma prática cultural que há milênios estava impregnado na mente das pessoas,torna-se difícil mudar, desenraizar os hábitos culturais e tão maléficos como pode ser considerado o machismo.
Em pleno século XXI as mães continuam educando seus rebentos para se casarem com mocinhas dóceis e submissas, os homens continuam agindo como os Neandhertais que quando conquistavam a tribo rival levavam tudo de útil que encontravam inclusive suas mulheres.
Com a consquista feminina na áera do trabalho, pagamos pela libertação de nossos corpos e mentes e independencia finaceira, com a quadruplicação de nossas tarefas, porque nossos queridos homens contemporâneos não acompanharam a mudança e continuam agindo como se suas esposas tivessem disponibilidade integral a seus lares e filhos, a isso posso chamar o empreguiçamento do homem contemporâneo, que além de não ter a capacidade de prover suas famílias, age de forma a ser provido por estas.

A violência contra a mulher não diminuiu, neste caso essa só aumenta ao passo que , as mulheres não condizem mais com a mentalidade machista de seus maridos e namorados, parceiros que destas acreditam serem os proprietários.
Enfim, pagamos exageradamente caro pela nossa merecida libertação , porém a mentalidade do nosso século ainda não condiz com a prática social, com os novos formatos de família que estão surgindo, e segundo minha infima opinião, se as mães do séuclo XXI não começarem educar seus rebentos para se adaptarem com a nova condição do homem e da mulher na sociedade , estaremos produzindo machistas anacrônicos, preguiçosos encostados e enfim, desajustados contemporâneos e quem continuará pagando com o corpo, a alma e o (rsrsrsrs) o salário, serão as mulheres.

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