
"Na infância você chora
Te colocam em frente da tv
Trocando suas raízes
Por um modo artificial
De se viver
Ninguém questiona mais nada
Os homens do poder
Agora contam sua piada
Onde só eles acham graça
Abandonando o povo na desgraça
Vidrados na tv
Perdendo tempo em vão, em vão.
Ditadura da televisão
Ditando as regras, contaminando a nação
Ditadura da televisão
Ditando as regras, contaminando a nação
O interesse dos grandes
É imposto, de forma sutil
Fazendo o pensamento do povo
Se resumir a algo imbecil
Fofocas, ofensas, pornografias
E pornografias, ofensas, fofocas
Futilidades ao longo da programação
Numa manhã de sol ao ver a luz
Você percebe que seu papel é resistir, não é
Mas o sistema é quem constrói as arapucas
Que você está prestes a cair
Da infância a velhice
Modo artificial de se viver
Alienação
Ainda vivemos aquela velha escravidão"
(Ponto de Equilibrio)

Criticar a televisão não seria como num campo de guerra esperar o inimigo se aproximar para atacar e, sim, transformar esse meio de comunicação de massa em um veículo de democracia cultural e informativa.A televisão é presente no dia a dia de grande parte da população mundial produzindo costumes, gostos, hábitos, maneiras diferentes de se portar diante da sociedade. Provoca, de certa forma, uma violência funcional no imaginário das pessoas, um efeito entre sua programação e o comportamento humano, como por exemplo, das crianças que se expõem a essas programações, e sem possuirem discernimento para determinados programas e propagandas, acreditando piamente no que foi transmitido e seguindo essa "tendência".
ResponderExcluirTemos preguiça de pensar e, quando isso acontece, nossa vida real vai de encontro com o lado imaginário criando uma certa confusão. Podemos dizer que, com as imagens oferecidas continuamente, não temos o tempo necessário para pensar e nos sentir satisfeitos. Com a potência de influênciar o imaginário humano, a televisão passa a comandar nosso lado psiquico ditando como devemos agir e pensar.
Fazemos da televisão algo etnocêntrico, fazendo com que o que é transmitido se torne o centro da realidade; valores e definições do que é a própria existência. Isso resulta numa alienação e comodismo, pois as imagens, principal característica da televisão, não promove uma reflexão sobre o que é apresentado. Não discriminemos completamente a televisão, afinal, ela já faz parte, em potencial, do nosso cotidiano. O problema é que ela transformou-se num instrumento apenas para se ver, esquecendo da qualidade e quantidade do que se está falando ou mostrando, transformando-nos num novo tipo de ser humano, condicionado à imagem e desvinculado do pensar e de uma visão mais crítica diante do que se está assistindo.
Temos que ser críticos sim, discordar, e aprovar quando acharmos que algo é bom. Temos que deixar de ser bitolados à “vidinha” mundana de sempre, onde a TV dita as regras e controla nossos passos.
As únicas armas que temos contra esta manipulação exagerada são os estudos; estar sempre lendo e relendo, observando e criticando. Mas num país como o Brasil, onde muitos não têm direito à educação, não poderíamos ver um comportamento diferente da maioria das pessoas frente à televisão, concordando e seguindo a tudo que lhe é transmitido.
A cada momento surgem mais tecnologias e cada vez mais avançadas, e as pessoas que antes já eram alienadas e não refletiam sobre as coisas passadas pela tv, tem cada vez mais dificuldade para pensar sobre elas. As pessoas não podem continuarem acorrentadas aos meios de comunicação, tem que pensar por si próprio, não precisamos deixar de ver tv, mais selecionar os programas, e ter a consciência do poder que ela tem sobre a sociedade. Deixemos de ser alienados e nos tornemos antenados.