Liberdade, Igualdade e Fraternidade, os belos ideais da Revolução Burguesa na França, pecou por abranger apenas um lado da moeda.
Qual o motivo de tanta desigualdade? Uma pergunta áspera , mas que já foram muitas vezes respondidas tanto pelo discurso da esquerda quanto pelo discurso da esquerda, e é claro que sempre acaba dando cada vez mais “pano para manga”, e sempre continua em nossas reflexões, afinal parece ser um problema sem solução.
Pois bem... vamos a ele.
Qual o discurso do Direito e das religiões Cristãs? Somos iguais perante as leis tanto as terrenas quanto as divinas, certo? Sendo assim onde esta a igualdade? Tudo que temos é uma igualdade abstrata que não funciona, aqui na Terra ou no Paraíso(bom nesse ultimo é apenas uma suposição afinal nem eu nem ninguém vai consegui provar qualquer coisa em relação a isso, apesar que o discurso de algumas religiões é simplesmente de que se você não fazer parte da mesma você já está automaticamente no inferno, ou seja não importa sua conduta aqui, então sendo assim aproveite o máximo que puder!). Todos têm os mesmos direitos e deveres, estão lá ratificados pela constituição. Mas quem criou essa constituição? Com certeza não foi a maioria, mas sim uma minoria eleita por essa maioria (que caia entre nós – no Brasil principalmente – não possui uma grande consciência critica) que provavelmente não estaria se importando (pelo menos o quanto deveria) com essas pessoas que são a maioria.
Portanto o que existe é na verdade uma pseudoigualdade, onde uns são mais iguais que outros e somente poucos se vêem beneficiados por essa igualdade. É como a idéia do liberalismo econômico, todos somos livres para possuir a propriedade privada e enriquecer, mas na verdade quem são os que dispõem dos meios necessários para tal? Com certeza não é toda a população.
Se perante as leis somos iguais, então qual o motivo de sermos julgados de maneira diferente? É tão grande a diferença entre desvio e apropriação indébita do furto? Ou é só uma maneira elegante de tratar aquele deputado ou empresário, afinal o status do qual ele goza necessita de mais pompa do que um reles ladrão de galinha. Este problema se dissemina cada vez mais, e a sociedade absorve essas arbitrariedades com a maior facilidade, tornando-se cada vez mais parte desse sistema. Quem nunca foi testemunha de algum descaso feito a uma pessoa por esta não dispor de um status que a sociedade rotulou como importante? Isto acontece diariamente em todos os setores e muitas vezes acabam ferindo muitos direitos que os cidadãos possuem como o direito a saúde ou o de ir e vir. No fim a própria sociedade decide arbitrariamente o grau de igualdade e diferença entre as pessoas.
O homem só será igual quando ele efetivamente se reconhecer como tal, quando ele deixar de lado suas atitudes egoístas e olhar ao seu redor, percebendo que o mundo vai além do meio onde ele vive. Talvez assim seja possível construir uma sociedade realmente igualitária onde existe um existe um povo mais ativo, onde as leis visam o bem estar e a liberdade de todos, não apenas de uma parte da sociedade.

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