
É impressionante, como nos dias de hoje o brasileiro ainda se manifeste como um ser apolítico, diz que não se envolve com política, porque só tem “bandidagem”, reclama que o horário eleitoral atrapalha a novela das 8, e nem se lembra do ultimo deputado em que votou, mas esquece que ele é um ser político, e que na sociedade em que vivemos a política per maneia tudo e a todos, não existe assim nenhum individuo apolítico e sim analfabetos políticos. Para que concretize uma verdadeira democracia (não esta pseudodemocracia, que vivemos e que o Governo insiste em dizer que é uma verdadeira democracia, pois temos o poder do voto), onde somos realmente representados e temos uma participação ativa na vida política, é necessário antes de tudo que se consciência dessa condição ultrajante de analfabetos políticos. Abaixo um pequeno texto de Bertolt Brecht, escritor alemão, que exprerssa tão bem essa condição...
O Analfabeto Político
O pior analfabeto é o analfabeto político.
Ele não ouve, não fala, nem participa
dos acontecimentos políticos.
Ele não sabe que o custo de vida,
o preço do feijão, do peixe, da farinha,
do aluguel, do sapato e do remédio
dependem das decisões políticas.
O analfabeto político é tão burro
que se orgulha e estufa o peito
dizendo que odeia a política.
Não sabe o imbecil que da sua ignorância política
nasce a prostituta, o menor abandonado, o assaltante
e o pior de todos os bandidos,
que é o político vigarista, pilantra,
o corrupto e lacaio
das empresas nacionais e multinacionais.
Ele não ouve, não fala, nem participa
dos acontecimentos políticos.
Ele não sabe que o custo de vida,
o preço do feijão, do peixe, da farinha,
do aluguel, do sapato e do remédio
dependem das decisões políticas.
O analfabeto político é tão burro
que se orgulha e estufa o peito
dizendo que odeia a política.
Não sabe o imbecil que da sua ignorância política
nasce a prostituta, o menor abandonado, o assaltante
e o pior de todos os bandidos,
que é o político vigarista, pilantra,
o corrupto e lacaio
das empresas nacionais e multinacionais.
Bertolt Brecht

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